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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A internet no Brasil




A história da Internet no Brasil

A história da Internet no Brasil começou bem mais tarde, só em 1991 com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa), uma operação acadêmica subordinada ao MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia).
Até hoje a RNP é o "backbone" principal e envolve instituições e centros de pesquisa (FAPESP, FAPEPJ, FAPEMIG, etc.), universidades, laboratórios, etc.
Em 1994, no dia 20 de dezembro é que a EMBRATEL lança o serviço experimental a fim de conhecer melhor a Internet.
Somente em 1995 é que foi possível, pela iniciativa do Ministério das Telecomunicações e Ministério da Ciência e Tecnologia, a abertura ao setor privado da Internet para exploração comercial da população brasileira.
A RNP fica responsável pela infra-estrutura básica de interconexão e informação em nível nacional, tendo controle do backbone (Coluna dorsal de uma rede, backbone representa a via principal de informações transferidas por uma rede, neste caso, a Internet).



O surgimento de um Mercado Comercial
No meio dos anos 80, havia um interesse suficiente em relação ao uso da Internet no setor de pesquisas, educacional e das comunidades de defesa, que justificava o estabelecimento de negócios para a fabricação de equipamentos especificamente para a implementação da Internet. Empresas tais como a Cisco Systems, a Proteon e, posteriormente, a Wellfleet (atualmente Bay Networks) e a 3Com, começaram a se interessar pela fabricação e venda de roteadores, o equivalente comercial dos gateways criados pela BNN nos primórdios da ARPANET. Só a Cisco já tornou-se um negócio de 1 bilhão de dólares.
A Internet está tendo um crescimento exponencial no número de redes, número de hosts e volume de tráfego.
Outro fator primordial que existe por trás do recente crescimento da Internet é a disponibilidade de novos serviços de diretório, indexação e pesquisa que ajudam os usuários a descobrir as informações de que precisam na imensa Internet. A maioria desses serviços surgiu em função dos esforços de pesquisa das universidades e evoluíram para serviços comerciais, entre os quais se incluem o WAIS (Wide Area Information Service), o Archie (criado no Canadá), o YAHOO, de Stanford, o The McKinley Group e o INFOSEEK, que são empresas privadas localizadas no Vale do Silício.


O novo Jeito de Vender

Este é um tema moderno e ao mesmo tempo tradicional envolvendo televendas e teleatendimento. A principal questão está centralizada na nova filosofia de percepção de compra eletrônica, na definição de um internauta e sua percepção de realização da compra através de um novo canal de comunicação, a Internet.
Para compreender a filosofia do comércio eletrônico é necessário entender o mecanismo de televendas e teleatendimento como sendo a primeira tentativa de venda "virtual" que surgiu no início da década de 80 e procura incorporar os seguintes conceitos:
  1. Desmaterialização: substituição do movimento e contato físico por informação telefônica ou via catálogos e um contato virtual.
  2. Desintermediação: eliminação de um ou mais intermediários na cadeia de venda do produto.
  3. Grupo de afinidades: são produtos e serviços que possuem similaridades (em termo de divulgação e consumo) e que oferecem ao consumidor soluções apenas visuais, cujas características são inquestionáveis em termo de qualidade, preços e garantias.
Algumas empresas implementam o conceito e a infra-estrutura necessária para operar um centro de atendimento ao cliente, os chamados call-centers. Surgiram os sistemas de informação, os banco de dados, sistemas de telefonia com unidade de respostas audíveis, profissionais de teleatendimento e a interação entre comandos , dados e voz, que representa o ponto máximo de evolução do atendimento virtual.
Os recursos de telefonia integrados com sistemas de banco de dados aliados a uma filosofia de televendas proporcionam o início do comércio eletrônico que "acoplou" os recursos de Internet, home page, browser, servidor Web e provedor de acesso.
Este "mundo" virtual, com filosofias de consumo próprias ainda não claramente estabelecidas e compreendidas, envolve basicamente a facilidade de manipulação de um browser interrelacionando às necessidades do cliente e a oferta de produtos e serviços até a efetivação da compra segundo:
  • Learn: Como os clientes aprendem e adquirem informações gerais e institucionais sobre a empresa? São necessariamente informações correntes e consistentes, com foco e direcionamento nas necessidades dos usuários do browser.
  • Shop: Como os clientes consultam e escolhem as ofertas de produtos e serviços? São informações baseadas nas preferências do consumidor e na seqüência de ações no browser, auxiliando o consumidor a tomar decisões.
  • Buy: Como os clientes efetivam as transações de compras? Trata-se da facilidade do consumidor de preencher um pedido de compra onde não existe a necessidade de um contato do tipo face a face. Essas transações são suportadas por múltiplas formas de pagamento, devendo ser ágil e livre de erros no processamento do pedido de compras.
  • Support: Como os clientes poderão ter um suporte técnico e um serviço de atendimento no pós-vendas? Neste caso, considera-se o atendimento 24 horas por 7 dias de vital importância, e também, toda a comunicação interativa (do tipo pergunta/resposta escrita), além de contar com uma organização de processos e profissionais que identificam um problema e encaminhamento da solução com agilidade.


1) Merchandising – Qualquer varejista sabe que um produto bem apresentado sai mais rápido da prateleira. Na Web isso significa boas imagens, preços claros e informações completas dos produtos expostos. Também não se pode ignorar a localização dos produtos. Clientes entram nas lojas atraídos pelos produtos expostos na vitrine. Na Web, esses produtos ficam na primeira página.
2) Promoção - Os tradicionais anúncios em jornais, revistas ou televisão são substituídos por banners animados, e-mails ou promoções hot sell. Sempre anuncie produtos com apelo forte de venda. Então, é necessário preparar um plano de marketing e separar a verba para executá-lo.
3) Atendimento a Clientes - O processo de venda, virtual ou não, envolve várias etapas. Em cada uma delas há interação entre o consumidor e um funcionário da loja. Sendo assim é necessário estabelecer um canal de comunicação preciso, transparente e ágil. Caso contrário, os consumidores desaparecerão rapidamente.
4) Vendas - Para ter sucesso nas vendas, é necessária uma equipe de vendedores bem treinada e motivada. Na Web, isso pode ser feito com muito mais consistência e menos custo. Os produtos e serviços oferecidos devem apresentar informações detalhadas, bem como seus principais diferenciais em relação aos concorrentes, análises de jornalistas ou consumidores sobre sua qualidade e outras informações que possam ajudar o cliente a decidir a compra mais rapidamente.
5) Pagamento - Como a cultura de usar cartão de crédito pela Internet ainda é pouco disseminada no Brasil, é necessário oferecer formas de pagamento alternativas, como carteiras eletrônicas, depósitos identificados e cheque eletrônico pré-datado.
6) Pós-venda- Todo pós-venda deve estar disponível para consulta na Web, incluindo normas para troca ou devolução de produtos, dados cadastrais da rede de assistência técnica, perguntas e respostas mais freqüentes e informativos periódicos por e-mail sobre novidades, lançamentos, etc.
7) Segurança - O ponto mais importante do comércio eletrônico. Qualquer pessoa tem medo de comprar algo com o cartão de crédito pela Web. Por isso, não poupar recursos de segurança para tirar essa preocupação de seus clientes, é um fator importante. Isso inclui a adoção do SSL e processos de encriptação de informações nas bases de dados e comunicar claramente os clientes sobre a segurança oferecida no site.
8) Estoque - Para ganhar eficiência nas vendas, é importante separar fisicamente o estoque dos produtos vendidos pela Web. Mesmo assim, o tratamento gerencial deve ser igual ao de um estoque normal, com informações precisas de giro, custo e tempo de reposição.
9) Logística – É necessário preparar-se para entregar produtos individualmente e com rapidez. E não esquecendo dos custos de transporte. Se forem muito altos, a empresa não terá clientes também.
10) Monitoramento - Manter sistemas de acompanhamento precisos e informatizados. Se a operação não for muito bem controlada, os custos com retrabalho de informações irão comer qualquer margem deixada pela venda dos produtos.


Bibliografia:

Vídeo A história da internet no Brasil
Enviado por fernandovillar em 04/04/2009

Matéria publicada em 01/07/2000   - Edição Número 11
Kellen Cristina Bogo - Graduada em Ciência da Computação e Colaboradora a Almeida & Cappeloza Consultores Associados

como a internet funciona

Como funciona a internet passo a passo:

Para que serve:
interligar qualquer tipo de computador em qualquer lugar do mundo.
Teoria cliente/servidor:
De um lado uma pessoa que fornece a informação (servidor) de outro lado uma pessoa que requisita/capta esta informação (cliente). De um lado o cliente pede a informação e de outro o servidor fornece a resposta.
Como você se conecta a Internet:
- Por meio de uma linha telefônica discada: dial-up.
- Conexões de alta velocidade: ADSL, fibra ótica, TV a cabo, satélite.
- Na conexão dial-up é preciso: uma linha telefônica - ligada a um modem - conectado ao computador + um provedor de acesso para onde você vai ligar e que irá permitir seu acesso à Internet.
- conexão dedicada é um tipo caro mas muito rápido de conexão. é o utilizado normalmente pelos provedores: a estação do provedor é conectada via cabo aos Backbones (linhas de altíssima velocidade de conexão à Internet).
Como funcionam os provedores:
- Os provedores estão conectados à Internet 24 horas por dia por meio dos backbones (espinha dorsal da Internet).
- Você deve possuir uma assinatura (paga ou não) com o provedor.
- O provedor disponibiliza um endereço único para você.
- Nos computadores do provedor você tem também um espaço para armazenar suas informações e mensagens eletrônicas.
E-mail:
- Você escreve a mensagem no seu computador para alguém. Esta mensagem vai primeiro para o seu provedor que transmite para o provedor da pessoa para quem você escreveu. Então, a pessoa deve acessar o próprio provedor para resgatar sua mensagem.
Protocolo:
- Um conjunto de regras definidas que possibilitam a comunicação entre cliente e servidor.
- Protocolos de comunicação da internet:
TCP (Transmission Control Protocol - protocolo de controle de transmissão).
IP (Internet Protocol).
TCP – fluxo e integridade da informação IP – transporte da informação em pacotes.
Trâmite da informação: quebra de pacotes menores, cada um segue seu caminho, deve ser montado no destino.
DNS (domain name server) servidor – onde são armazenados os endereços IP, como uma lista telefônica.
TCP/IP
Toda rede de computadores transmite e recebe informações por meio de pequenos pacotes de informações. Ex.: quando você envia um e-mail, as informações são divididas em pequenas porções com menos de 200 bytes. Essas porções, em primeiro lugar, são empacotadas para, em seguida, serem enviadas ao seu destinatário. Cada pacote é enviado separadamente e pode seguir caminhos (rotas) independentes por meio de comutadores que são chamados de Roteadores. Quando todos os pacotes chegam ao seu destinatário, eles são reagrupados conforme seu formato original.
Funções do TCP:
- dividir a informação em pequenos pacotes
- enviar estes pacotes ao destinatário por meio da rede
- receber os pacotes que estão sendo enviados
- verificar se estes pacotes estão corretos
- reagrupar os pacotes na forma original
- criar um número de verificação (soma de verificação) para montagem
- se os números forem diferentes, o arquivo está corrompido e será solicitada ao remetente a retransmissão
Funções do IP:
- cuidar do envelopamento
- endereçamento (remetente e destinatário)
- envio dos dados empacotados
Roteadores:
Conforme os pacotes gerados pelo TCP vão sendo enviados pela Internet, roteadores que se encontram ao longo do caminho verificam o endereço marcado pelo IP e conforme o tráfego da rede naquele instante, decidem qual será a melhor rota a ser percorrida pelos pacotes até o seu destino final. Como o tráfego muda a todo instante, os pacotes podem percorrer caminhos diferentes para chegarem ao seu destino.
Páginas Web:
- São páginas que incorporam textos, sons, imagens, animações e outros elementos multimídia; além de links que interligam umas páginas a outras.
Site:
- Conjunto de páginas que pertencem a um mesmo grupo de informações, ou seja, a um mesmo endereço.
- Pode ter apenas uma página ou dezenas delas.
- A linguagem mais conhecida e utilizada para criação de sites é o HTML.
Home Page:
- Normalmente é o nome da primeira página do site.
- Como se fosse a capa de um revista ou um índice onde você encontra uma explicação sobre o conteúdo do site e como navegar nele.
WWW – World Wide Web (rede extensa mundial)
Tipos de domínio:
– Ao invés de decorarmos os Ips, decoramos os domínios ou nomes:
http://www.blogguer.com.br
http:// - protocolo
www – tipo de serviço
com – tipo de domínio
br – país
URL – uniform resource locater (localizador de recurso uniforme) Protocolo://domínio/nome do arquivo ou caminho
http – hipertext transfer protocol (protocolo de transferência de hipertexto)
ftp – file tranfer protocol (protocolo de transferência de arquivo)



Bibliografia:
Vídeo Guerreiros da Internet - Dublado PT-BR.
Enviado por paypelan em 06/10/2011

Matéria publicada em 01/07/2000   - Edição Número 11
Kellen Cristina Bogo - Graduada em Ciência da Computação e Colaboradora a Almeida & Cappeloza Consultores Associados

A história da internet


A história da internet como surgiu

A Internet nasceu praticamente sem querer. Foi desenvolvida nos tempos remotos da Guerra Fria com o nome de ArphaNet para manter a comunicação das bases militares dos Estados Unidos, mesmo que o Pentágono fosse riscado do mapa por um ataque nuclear.
Quando a ameaça da Guerra Fria passou, ArphaNet tornou-se tão inútil que os militares já não a consideravam tão importante para mantê-la sob a sua guarda. Foi assim permitido o acesso aos cientistas que, mais tarde, cederam a rede para as universidades as quais, sucessivamente, passaram-na para as universidades de outros países, permitindo que pesquisadores domésticos a acessarem, até que mais de 5 milhões de pessoas já estavam conectadas com a rede e, para cada nascimento, mais 4 se conectavam com a imensa teia da comunicação mundial.
Nos dias de hoje, não é mais um luxo ou simples questão de opção uma pessoa utilizar e dominar o manuseio e serviços disponíveis na Internet, pois é considerada o maior sistema de comunicação desenvolvido pelo homem.
Com o surgimento da World Wide Web, esse meio foi enriquecido. O conteúdo da rede ficou mais atraente com a possibilidade de incorporar imagens e sons. Um novo sistema de localização de arquivos criou um ambiente em que cada informação tem um endereço único e pode ser encontrada por qualquer usuário da rede.
Em síntese, a Internet é um conjunto de redes de computadores interligadas que tem em comum um conjunto de protocolos e serviços, de uma forma que os usuários conectados possam usufruir de serviços de informação e comunicação de alcance mundial.

Histórico
Desenvolvida pela empresa ARPA (Advanced Research and Projects Agency) em 1969, com o objetivo de conectar os departamentos de pesquisa, esta rede foi batizada com o nome de ARPANET.
Antes da ARPANET, já existia outra rede que ligava estes departamentos de pesquisa e as bases militares, mas como os EUA estavam em plena guerra fria, e toda a comunicação desta rede passava por um computador central que se encontrava no Pentágono, sua comunicação era extremamente vulnerável.
Se a antiga URSS resolvesse cortar a comunicação da defesa americana, bastava lançar uma bomba no Pentágono, e esta comunicação entrava em colapso, tornando os Estados Unidos extremamente vulnerável a mais ataques.
A ARPANET foi desenvolvida exatamente para evitar isto. Com um Back Bone que passava por baixo da terra (o que o tornava mais difícil de ser interrompido), ela ligava os militares e pesquisadores sem ter um centro definido ou mesmo uma rota única para as informações, tornando-se quase indestrutível.
Nos anos 1970, as universidades e outras instituições que faziam trabalhos relativos à defesa tiveram permissão para se conectar à ARPANET. Em 1975, existiam aproximadamente 100 sites. Os pesquisadores que mantinham a ARPANET estudaram como o crescimento alterou o modo como as pessoas usavam a rede. Anteriormente, os pesquisadores haviam presumido que manter a velocidade da ARPANET alta o suficiente seria o maior problema, mas na realidade a maior dificuldade se tornou a manutenção da comunicação entre os computadores (ou interoperação).
No final dos anos 1970, a ARPANET tinha crescido tanto que o seu protocolo de comutação de pacotes original, chamado de Network Control Protocol (NCP), tornou-se inadequado. Em um sistema de comutação de pacotes, os dados a serem comunicados são divididos em pequenas partes. Essas partes são identificadas de forma a mostrar de onde vieram e para onde devem ir, assim como os cartões-postais no sistema postal. Assim também como os cartões-postais, os pacotes possuem um tamanho máximo, e não são necessariamente confiáveis.
Os pacotes são enviados de um computador para outro até alcançarem o seu destino. Se algum deles for perdido, ele poderá ser reenviado pelo emissor original. Para eliminar retransmissões desnecessárias, o destinatário confirma o recebimento dos pacotes.
Depois de algumas pesquisas, a ARPANET mudou do NCP para um novo protocolo chamado TCP/IP (Transfer Control Protocol/Internet Protocol) desenvolvido em UNIX. A maior vantagem do TCP/IP era que ele permitia (o que parecia ser na época) o crescimento praticamente ilimitado da rede, além de ser fácil de implementar em uma variedade de plataformas diferentes de hardware de computador.
Nesse momento, a Internet é composta de aproximadamente 50.000 redes internacionais, sendo que mais ou menos a metade delas nos Estados Unidos. A partir de julho de 1995, havia mais de 6 milhões de computadores permanentemente conectados à Internet, além de muitos sistemas portáteis e de desktop que ficavam online por apenas alguns momentos. (informações obtidas no Network Wizard Internet Domain Survey, http://www.nw.com ).



Bibliografia:
A história da internet vídeo, publicado em 04/09/2007
Contato: dimitrikozma@orbemidia.com

Matéria publicada em 01/07/2000   - Edição Número 11
Kellen Cristina Bogo - Graduada em Ciência da Computação e Colaboradora a Almeida & Cappeloza Consultores Associados.

Blog Netclopédia fonte:http://netclopedia.blogspot.com/ autor: Matheus do Nascimento Batista, postado no dia 29/12/2011 ás 16:45, titulo A história da internet.